China proíbe carros "beberrões"
Economia

China proíbe fabricação de carros “Não econômicos”

Medida afeta diversas fabricantes de carros como a Mercedes-benz, Chevrolet, Volkswagen, Audi, BMW entre outras já a partir de janeiro de 2018

A China não quer mais saber de carros que gostam de postos de combustíveis. O governo chines proibiu a fabricação de quase 600 modelos de carros contando a partir do começo deste ano. Essa decisão afeta grande parte das principais montadoras que fabricam seus carros no país, incluindo Mercedes-benz, Chevrolet, Volkswagen, Audi, BMW entre outras.

O motivo deste barramento para carros que deixarão de ser fabricados é que não foram aprovados nas novas normas e requisitos de consumo de combustível e também emissões de gases poluentes estabelecidas pelo país.

China proíbe carros "beberrões"
China proíbe carros “beberrões” / Foto Google

A lista de carros barrados pelos motivos citados acima na indústria pelo Centro Chinês de Serviço de Tecnologia ainda não é definitiva, e deve adicionar novos carros em breve. Fabricantes chinesas sem fama internacional, com o FAW, também foram afetadas pela nova medida.

Medidas como essa feita pelo governo chinês têm afetado seriamente a produção global de veículos. A partir do ano que vem, 10% das vendas das montadoras no país deverão ser de veículos elétricos ou híbridos. A previsão é de que a China proiba completamente a venda de veículos a combustão até o ano de 2040, assim como outros países.

Cui Dongshu, secretário geral da Associação de Veículos de Passageiro da China, afirmou que os modelos listados representam uma parte bem pequena da produção de veículos chinesa, que é enorme, foram produzidos cerca 23 milhões de unidades em 2017 na China, crescimento de 4% em relação ao ano anterior.

GM, Volkswagen e BMW foram algumas das montadoras que revelaram planos agressivos de eletrificação, conforme já falamos mais detalhadamente em outro artigo, para atender a necessidade do mercado e continuar ocupando seu espaço no maior mercado do mundo.

No Brasil, medidas como essa ainda ficam apenas em projetos que tendem sempre a acabar ficando só no papel, assim como muitas outras coisas, infelizmente. Teremos que esperar alguns bons anos para que essa realidade chegue até o nosso mercado de veículos.

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